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Resiliência: superando adversidades em situações de crise

Publicado: Segunda, 11 de Setembro de 2017, 11h24 | Última atualização em Segunda, 11 de Setembro de 2017, 11h24

Por Alberto Ruggiero para o RH.com.br

resilienciaAo sair para trabalhar pela manhã, o seu carro não funciona; você não recebeu uma informação importante para compor aquele relatório que tem que entregar nos próximos dez minutos; há rumores de que sua empresa será adquirida por outra, colocando em risco a sua permanência no emprego.

Como você reage a cada uma das situações expostas?

As adversidades e os eventos negativos em nossas vidas não seriam tão desagradáveis se pudéssemos interrompê-los quando eles ocorrem ou ao menos conseguíssemos nos antecipar a eles para, dessa forma, estarmos preparados para enfrentá-los quando ocorressem.

Vemos as mudanças como sendo negativas quando não estamos preparados para predizê-las, quando não gostamos de suas implicações e quando nos sentimos despreparados para os seus efeitos. Assim, um fator crítico que afeta nossa percepção de uma mudança como sendo positiva ou negativa é o grau de controle que acreditamos poder exercer sobre o ambiente que nos cerca ou quando ela atende a algumas de nossas expectativas como sendo corretas e necessárias.

O modo como as pessoas reagem ao estresse causado por uma mudança altera-se conforme a percepção própria do momento de crise. Enquanto algumas pessoas tendem a ver primeiramente as implicações perigosas e negativas da situação, outra parcela foca sua atenção na busca de novas oportunidades.

Desde que as mudanças raramente ocorrem de um modo lógico e ordenado como muitos de nós gostaríamos que fosse, a tolerância pela ambiguidade fica prejudicada já que a mudança passa a ser percebida como algo não natural, desnecessário e desagradável, fazendo com que muitos se sintam inseguros sobre si mesmos e sobre suas próprias habilidades em gerenciar a incerteza.

E um dos itens que mais contribui para a incapacidade de tolerar a ambiguidade e as incertezas é a forma como lidarmos com a adversidade, pois geralmente adotamos o modelo social baseado no drama que é a manifestação de mecanismos de defesa como: negação, distorção da realidade, frustração e desilusão, o que chamo de viver no "piloto automático" já que as respostas que damos às incertezas são sempre as mesmas.

Já a pessoa que sabe lidar com a adversidade é vista, geralmente, como alguém fria, o que é uma percepção enviesada da situação pois como ela não gera respostas baseadas em drama, pode ser vista como fria, calculista e desprovida de emoções. Na verdade, essa pessoa possui emoções e sabe lidar com as adversidades, ela apenas não se deixa contaminar pelo inconsciente coletivo.

É a própria presença da adversidade que propicia o surgimento de soluções criativas para a adaptação. Isso significa que, diante da adversidade, certos indivíduos mobilizam um conjunto de recursos dos quais, muitas vezes, não tinham consciência anterior ao momento do enfrentamento, cujo efeito é potencializador do crescimento e enriquecimento pessoal e que, na ausência da adversidade, não teriam emergido.

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