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Última atualização em Sexta, 05 de Janeiro de 2018, 16h10

Gerenciamento de Riscos Corporativos

A premissa inerente ao gerenciamento de riscos corporativos é que toda organização existe para gerar valor às partes interessadas. Todas as organizações enfrentam incertezas, e o desafio de seus administradores é determinar até que ponto aceitar essa incerteza, assim como definir como essa incerteza pode interferir no esforço para gerar valor às partes interessadas. Incertezas...

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Última atualização em 05/01/2018, 14h43

  • publicado
  • 05/01/18
  • 14h43

Conheça e entenda as 5 principais Metodologias de Gestão de Projetos

5gerenciamento de projetoss

por Raphael Ferreira  

Gerir um projeto incorre na aplicação de conhecimentos, ferramentas e técnicas para tornar possível que um objetivo predefinido seja concretizado. Utilizar-se de uma das possíveis metodologias de gestão de projetos permite a execução adequada de todas as atividades envolvidas, garantindo eficiência ao processo.

Uma metodologia alinhada com as premissas organizacionais da empresa, consistente com a forma de gerenciamento praticada, melhora a geração de resultados, pois uniformiza procedimentos e unifica os diferentes grupos e setores que atuam no projeto.

QUAL A IMPORTÂNCIA DE ADOTAR UMA METODOLOGIA DE GESTÃO DE PROJETOS?

A metodologia de gestão de projetos é fundamental para que a corporação sistematize melhor seus objetivos e estratégias e consiga concretizá-los. A empresa precisa desse tipo de investimento para alcançar novos patamares por meio de ações positivas, tais como:

  • Desenvolver potenciais;
  • Capacitar equipes;
  • Gerar melhorias;
  • Conscientizar o time.

Mas, se isso é feito sem uma gestão apropriada e planejada, é possível que as coisas não saiam muito bem. Algumas tarefas vão ficar para trás, avaliações não serão bem-feitas e o resultado final pode levar a muita insatisfação.

Além disso, as empresas geralmente não coordenam só um projeto por vez, mas vários ao mesmo tempo. Isso é complexo e trabalhoso, entretanto fica bem mais fácil com uma metodologia de gestão de projetos.

O gerenciamento de projetos é tão fundamental que conta com uma instituição de referência, o PMI (Project Management Institute). Ela elabora normas, como o padrão PMBOK (Project Management Body of Knowledge), utilizado em todo o país. As padronizações são construídas através de estudos aprofundados e ajudam as corporações a organizar melhor os projetos.

QUAIS AS PRINCIPAIS METODOLOGIAS DE GESTÃO DE PROJETOS?

As metodologias de gestão de projetos são várias. Abaixo, listamos as principais:

  1. PRINCE 2

O nome significa Projeto em Ambiente Controlado (do inglês, Project in Controlled Enviroment). O PRINCE 2 foi lançado em 1996, a partir de estudos com o gerenciador de projetos PROMPTS II. Ele possui alguns princípios básicos, que são:

  • Justificativa para o desenvolvimento do projeto;
  • Aprendizado com erros e acertos passados;
  • Repartição bem definida de papéis;
  • Divisão do projeto em estágios;
  • Tolerância com adversidades;
  • Foco nos resultados;
  • Grau de flexibilidade, adaptando o método ao projeto.

Além disso, o PRINCE 2 acompanha todo o projeto: desde o início, com sua primeira idealização e busca de viabilidade, até o encerramento, passando por fases de controle, revisão e monitoramento. É um método muito utilizado no mundo, mas tem como desafios o fato de possuir poucas técnicas e de a bibliografia de referência, em geral, estar em Inglês.

  1. MPMM

O MPMM (Project Management Methodology) foi desenvolvido pela empresa Methods 123 Ltd. Ele possibilita criar e gerenciar projetos com efetividade e é baseado no PMBOK e no PRINCE 2.

Divide-se nos pacotes:

  • Standard, que é a versão mais voltada para projetos médios e pequenos, sendo aplicável em apenas um computador;
  • Professional, que permite até 20 usuários e foca em projetos de qualquer porte;
  • Enterprise, apropriada a um número maior de pessoas operando e que trabalha com uma grande quantidade de projetos simultaneamente.

Um desafio do MPMM é que ele possui menos funções, mas as que possui são bem específicas e úteis. Além disso, o manual, os tutoriais e as informações são todos em inglês, o que pode dificultar a sua implementação, e ainda a compra do produto é em dólar. Mesmo assim, é um bom investimento para a corporação.

  1. METHODWARE

O Methodware tem duas versões, sendo uma a versão convencional, que inclui 31 processos e a básica, com 13. Esses processos estão distribuídos entre grandes etapas que envolvem:

E ainda pode utilizar a matriz RAB para melhorar a eficácia desse método. Dessa maneira, é possível montar uma planilha e atribuir notas de importância para cada tarefa, de acordo com as métricas pré-definidas.

  • Planejamento,
  • Execução;
  • Monitoramento;
  • Controle;
  • Encerramento.

Uma grande vantagem dessa metodologia é a versão em português, que facilita a compra e o aprendizado do uso da ferramenta.

  1. ZOPP

A metodologia Zopp foi produzida na Alemanha já há bastante tempo, entre os anos 70 e 80. Seu nome significa Planejamento de Projetos Orientados por Objetivos (Zielorientierte Projektplanung).

O acompanhamento do projeto é realizado por meio da análise, elaboração, colocação em prática e avaliação do processo e dos resultados. Por ser uma ferramenta há muitos anos presente no mercado, ela está mais sólida. Além disso, a Zopp permite a participação popular, o que a torna muito útil na interação com comunidades, grupos, cooperativas e no uso por organizações do Estado.

  1. TENSTEP

A metodologia TenStep Processo de Gerenciamento de Projetos possui dez passos, sendo que as etapas 1 e 2 devem vir primeiro e as seguintes podem ser feitas de forma aleatória.

Após definir o projeto e construir um programa, você pode investir nas fases de qualidade, mudanças, riscos e medidas. Tudo isso é integrado pelo passo 3, no qual você maneja o cronograma e o orçamento. O programa é vantajoso por oferecer mais flexibilidade na gestão do projeto, além de possuir versão em português.

QUAIS AS INOVAÇÕES NAS METODOLOGIAS DE GESTÃO DE PROJETOS?

Uma grande inovação nessa área é o Scrum, uma metodologia para desenvolver produtos que pode ser utilizada em conjunto com a gestão de projetos. Ele é um exemplo de método ágil: um conjunto de práticas que foca na rapidez e eficiência nas ações da equipe, uso de software, participação do cliente e capacidade de reagir de forma madura a mudanças.

No Scrum, o trabalho é dividido em ciclos mensais, nos quais são realizadas reuniões de acompanhamento diariamente para avaliar o que está sendo feito e o que ainda está por vir. Conciliá-lo com metodologias de gestão de projetos pode levar a ótimos resultados e mais agilidade.

As metodologias de gestão de projetos são esquemas sistematizados que orientam a idealização e a concretização de projetos. Elas são fundamentais para garantir mais qualidade e para tornar possível o alcance de resultados. Todas aquelas das quais falamos são excelentes ferramentas que auxiliam a coordenar, desenvolver estratégias, acompanhar a execução e avaliar o trabalho realizado. Cada metodologia apresenta um tipo de diferencial e a escolha de qual utilizar varia de acordo com as necessidades do projeto.

A Síndrome de Burnout

burnout 

​Num mercado de trabalho competitivo, ter estresse é normal e até nos ajuda a tomar decisões no trabalho e na vida pessoal. No entanto, nos últimos anos, estudiosos têm se preocupado com as causas de sucessivos absenteísmos (ausências do trabalho) causados por recorrentes problemas de saúde que têm sua fonte em um tipo de estresse avançado, com sintomas similares aos da depressão.

O IV Seminário Internacional de Trabalho Seguro, promovido pelo Tribunal Superior do Trabalho nos dias 18 a 20 de outubro p.p. abordou esse tema entre outros que preocupam especialistas de diversas áreas. Segundo os organizadores do evento, os problemas de ordem psicológica ou psiquiátrica são responsáveis por um número considerável de afastamentos do trabalho. Os grandes fatores são o estresse e a depressão, que os especialistas têm chamado de “a grande epidemia do século XXI”.

Durante o evento, a psicóloga Ana Maria Rossi levantou discussão sobre a Síndrome de Burnout (ou Síndrome de Esgotamento Profissional), um tipo de estresse causado exclusivamente por questões relacionadas ao trabalho.

Os trabalhadores que desenvolvem Burnout se sentem sobrecarregados, desmotivados, insatisfeitos, apresentando baixo desempenho profissional e constantes problemas de saúde. Segundo Ana Maria Rossi, quem tem a síndrome tende a não expor o problema, principalmente por medo de perder o emprego, o que dificulta o diagnóstico.

Estudos demonstram, no entanto, que o melhor método para as instituições lidarem com a Síndrome de Burnout é atuar na prevenção, com melhorias no ambiente de trabalho, programas de reconhecimento profissional, adaptação da função e da carga de trabalho.

A Comissão de Ética está atenta às questões relacionadas ao comportamento ético colaborativo e respeitoso. Promover o diálogo sobre essas questões pode abrir muitas possibilidades de melhorias que certamente contribuirão para um ambiente laboral mais saudável e produtivo.

Agende uma visita da Comissão ao seu setor para um bate-papo informal sobre esse e outros temas que afetam nosso dia a dia no ambiente de trabalho. Envie mensagem para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Conheça o Código de Ética do MTPA. (aqui)

(Marta P. Silva, Secretária-Executiva da Comissão de Ética do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil)

O que é Inteligência Competitiva?

inteligenciacompetitiva 01Carlos Hilsdorf

Inteligência competitiva é uma forma proativa de captar e organizar informações relevantes sobre o comportamento da concorrência, mas também dos clientes e do mercado como um todo, analisado tendências e cenários, e permitindo um melhor processo de tomada de decisão no curto e longo prazo.

O objetivo da inteligência competitiva é ampliar as condições de competitividade de uma empresa, reorientando seu modelo de negócios, suas metas, planejamentos, etc.

Através dela, os fragmentos de informação oriundos de diferentes fontes são trabalhados de maneira estratégica permitindo antecipar-se às tendências de mercado, propiciando a evolução do nosso negócio em comparação com nossos concorrentes. Com a utilização da inteligência competitiva, temos reais condições de detectar e avaliar ameaças e oportunidades (SWOT) e definir qual será nossa estratégia competitiva.

As conclusões obtidas através deste processo permitem à empresa saber se ela de fato continua competitiva e se existe sustentabilidade para o seu modelo de negócios. Dentro de uma era de competitividade baseada em conhecimento e inovação, a inteligência competitiva permite que as empresas possam efetivamente exercer a proatividade, ao invés de esperar para reagir aos fatos, o que acontece com frequência no mundo dos negócios.

Muitas empresas obtêm informações sobre seus clientes e concorrentes de maneira informal, através da imprensa, da conversação com seus clientes, clientes da concorrência, representantes, etc. Esta prática é reativa pois estas empresas só tomam conhecimento dos fatos relevantes quando eles já estão em andamento ou já aconteceram. A inteligência competitiva se dedica a um modelo preditivo de administração, procura prever e antecipar-se aos movimentos da concorrência, além de oportunizar as condições oferecidas pelas tendências e cenários observados.

Apenas para que tenhamos uma idéia, as 500 maiores empresas americanas têm uma área ou um profissional dedicados especificamente a monitorar os movimentos da concorrência, aprendendo com seus erros e acertos, e observando as entrelinhas de suas ações para preverem para onde se movimenta a estratégia deles e não serem pegos de surpresa.

Algumas das vantagens de nos dedicarmos à Inteligência Competitiva, independente do tamanho na nossa empresa são:

  • Minimizar surpresas advindas dos concorrentes.
  • Identificar oportunidades e ameaças.
  • Obter conhecimento relevante para formular nosso planejamento.
  • Aprender com os erros, acertos e apostas da concorrência.
  • Compreender que tipo de impacto nossas ações estratégicas terão sobre nossos concorrentes
  • Compreender a repercussão de nossas ações no mercado.
  • Rever e realinhar nossa estratégia.
  • Garantir meios para uma maior sustentabilidade do nosso negócio.

Empresas que utilizam com maestria a inteligência competitiva aprendem mais rápido e implantam mudanças e inovações com mais eficácia que seus concorrentes. Estas empresas são percebidas como visionárias pelo mercado. Os clientes percebem que elas os entendem e ''advinham'' o que eles desejam, apresentando inúmeras vezes, algo surpreendente que os encanta, sobre o qual eles nem haviam pensado (inovação).

As melhores empresas do mundo se dedicam a aplicar a inteligência competitiva para ampliar sua competitividade e a sustentabilidade de seu modelo de negócios. O que você tem feito a este respeito?

Lembre-se que, diferente da máxima espiritual, no mundo dos negócios, os últimos serão sempre os últimos!

''Não há possibilidade de descanso para uma empresa em uma economia altamente competitiva.'' (Alfred P. Sloan – Ex-Presidente da General Motors)

Planejamento Estratégico: dificuldade ou facilidade?

planejamento 01

Gabriel Pádua

Aristóteles diz: “A finalidade da estratégia é a vitória”. O planejamento estratégico nasceu da necessidade de criar e atingir objetivos em situações complexas e simples, do modo que a análise do ambiente, tanto interno como externo, seja inserida no plano para atingi-los de maneira mais segura possível.

O mesmo se encontra no topo da pirâmide, aonde a mesma é formada por mais dois planejamentos que acompanha logo abaixo onde cada uma tem sua finalidade: Planejamento Estratégico, Planejamento Tático, Planejamento Operacional.

A estratégia é considerada por muitos uma dificuldade grande por conta de seu desenvolvimento e aplicação da mesma em prática. Esta dificuldade vem desde a década de 80 onde, alguns gestores tinha uma certa rejeição por implantar o mesmo.

“A finalidade da estratégia é a vitória”.

Uma das falhas do PE é a oportunidade da opinião de supervisores serem aplicadas no momento de decisões, onde depende da sintonia entre a empresa e o ambiente competitivo e, neste sentido, precisa ser atualizado periodicamente para acompanhar as mudanças relevantes do ambiente. Assim, o roteiro para se formular um Plano Estratégico pode ser dividido em dois conjuntos: um mais permanente, menos afetado pelas mudanças do ambiente, e outro mais influenciável pelas alterações do ambiente. Ambos, porém, devem ser periodicamente submetidos a processos de atualização. Então deve-se lembrar que o planejamento estratégico em si não evita o fracasso, ou seja, o simples ato de planejar não é garantia de sucesso. Entretanto, ao se elaborar um plano estratégico a organização aumenta a sua probabilidade de estar no lugar certo e na hora certa.

Afirma-se quando o PE é implementado com sucesso pode trazer três benefícios. Primeiro, traz satisfação aos stakeholders, ao saber que o negócio está caminhando bem e tem um futuro de longo prazo. Segundo, define as metas, os prazos e as estratégias com os quais os gestores vão se guiar, isto é, expressa quais são os compromissos da organização e os parâmetros de tempo e desempenho. Terceiro, eleva o comprometimento de uma organização que conhece aonde pretende chegar e o que pretende realizar.

Conclui-se com base na teoria, o planejamento estratégico pode ser descrito como uma ferramenta de gestão que tem como finalidade orientar o direcionamento da organização para cumprir uma meta estabelecida ou o alcance de objetivo traçado. Para isso, coordena a alocação eficaz e eficiente dos recursos humanos e financeiros em conformidade com a análise do ambiente interno e externo. Com isso, o papel fundamental seu é orientar as decisões cotidianas com a finalidade de que estas conduzam para a concretização das diretrizes estratégicas estabelecidas pela organização. Então vimos que mesmo com dificuldades passadas, esta ferramenta é uma forma de “facilidade” na organização aonde escolhe aplicar ela. Sabendo que os resultados sugerem que o sucesso da mesma está em grande parte condicionado pelos dados destinados a ela, não havendo ferramentas, que por si mesmas, garantam o êxito, isso se dá através de um trabalho conjunto desde a formulação da estratégia até a efetiva implementação da ferramenta de gestão.

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